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Como o sigilo funciona, por dentro

A IA redige sem saber quem é seu cliente.
Quando precisa ler um documento, ela lê — e nada fica com ela.

Para extrair os dados de uma certidão, o modelo lê a certidão inteira. Para redigir uma peça, basta a ele saber os papéis das partes. Cada caso tem a sua proteção, e você pode testar a primeira aqui mesmo, com os dados que quiser.

Quando a IA redige uma peça

O texto sai daqui montado campo a campo, a partir dos fatos do caso. Cada identificador está numa lista que nós construímos, e cada um vira um símbolo antes do envio. A troca é mecânica, sobre valores conhecidos.

provadoum teste automático confere o texto de toda chamada deste tipo; se achar um identificador, a versão não entra no ar

Petição de exemplo. A conferência abaixo rodou agora, quando você abriu a página.

O que você escreveu · a petição

Trata-se de inventário dos bens deixados por João Almeida de Souza, CPF 123.456.789-00, falecido em 10/06/2015, casado sob o regime da comunhão parcial de bens com Maria Clara Ribeiro de Souza, cônjuge supérstite, deixando o imóvel de matrícula 45.678 do 1º CRI de Campinas e a conta corrente nº 00987-6 do Banco Bradesco. Processo nº 1234567-89.2015.8.26.0114.

O que a IA recebe · o texto que realmente sai

Trata-se de inventário dos bens deixados por {P1}, , falecido em 10/06/2015, casado sob o regime da comunhão parcial de bens com {P2}, cônjuge supérstite, deixando o imóvel de matrícula {IMOVEL_1} do e a {CONTA_1} do . Processo nº {PROC_1}.

Nenhum identificador no texto que saiu — conferido agora, na abertura5 identificadores trocados por símbolo · conferimos duas vezes, por caminhos diferentes

Três destinos, marcados no texto inteiro desta página

  • Vira símbolo{P1}, {IMOVEL_1}. A IA trabalha pela referência.
  • Descartado — CPF, cartório, banco saem do texto. O direito segue igual.
  • Carrega o direito — atravessa intacto: decide a tese sem identificar ninguém.

O que a IA ainda precisa ver — e por quê

falecido
papel na sucessão — carrega o direito, não identifica ninguém
10/06/2015
data do óbito — é ela que define a lei aplicável (Tema 809/STF)
comunhão parcial de bens
o regime decide a meação e a concorrência na herança (art. 1.829, I)
cônjuge supérstite
papel na sucessão — carrega o direito, não identifica

Duas conferências, em dois momentos

Elas conferem o nosso próprio trabalho: nós montamos o texto e a lista de identificadores, e uma lista incompleta seria falha nossa. A primeira roda antes do envio, a segunda quando a resposta volta.

cada valor do mapa é procurado sem acento e sem diferença de maiúscula — “João” e “JOAO” são a mesma coisa.

na prática se “Joao Almeida” tivesse sobrado no texto, o envio pararia

De volta aos nomes

Os nomes só voltam aqui, do nosso lado.

A resposta da IA · só com símbolos

Aberta a sucessão de {P1} em 10/06/2015, sob comunhão parcial de bens, {P2} é meeira dos bens comuns e concorre à herança na forma do art. 1.829, I. O imóvel de matrícula {IMOVEL_1} e a {CONTA_1} integram o monte partível.

O que você lê · com os nomes reais

Aberta a sucessão de João Almeida de Souza em 10/06/2015, sob comunhão parcial de bens, Maria Clara Ribeiro de Souza é meeira dos bens comuns e concorre à herança na forma do art. 1.829, I. O imóvel de matrícula 45.678 e a conta corrente nº 00987-6 integram o monte partível.

O símbolo do número do processo ({PROC_1}) não apareceu na resposta: a IA não precisou dele para escrever este trecho.

Quando a IA lê um documento seu

Numa certidão de óbito, numa escritura, numa matrícula, o modelo lê o documento inteiro — é de lá que saem os nomes, as datas e os bens. A proteção aqui vem do contrato com o provedor.

  • O documento não fica com o provedor

    A leitura roda em retenção zero: terminada a chamada, o provedor descarta o material.

    por contratomodo contratado junto ao provedor de IA — é cláusula, não código nosso
  • Nada do seu cliente treina modelo nenhum

    Dado que entra por API fica fora do treinamento, com ou sem retenção. Vale para os dois caminhos.

    por contratocondição da API do provedor
  • Só o necessário, a cada chamada

    Cada chamada leva as páginas e os campos que a tarefa exige, e só eles.

    por contratoregra de arquitetura do envelope; a suíte de minimização cobre notificações e telemetria
  • Nenhum documento real antes do contrato

    O acordo de tratamento de dados entra em vigor antes do primeiro documento real de um cliente. É a ordem que seguimos.

    por contratocondição de release registrada no plano do produto

Quanto tempo o provedor guarda

quando ela um documento seu

nenhum dia

Terminada a chamada, o material é descartado.

quando ela redige uma peça

até 30 dias

O que fica guardado é o texto com símbolos: sem nome, sem CPF, sem endereço, sem número de processo. É a coluna da direita, lá em cima.

Do nosso lado

E nós, o que enxergamos? Tudo, por necessidade: é o servidor que casa publicações pelo número real do processo, monta o genograma e confere as citações. Existe uma arquitetura em que nem nós veríamos os dados — ela não permitiria nada disso, e por isso não é a nossa. O acesso existe cercado.

  • Um escritório nunca alcança o outro

    A trava vive no próprio banco de dados, em toda tabela que guarda dado de caso — fora do alcance de um esquecimento no código.

    provadoa cada versão, uma verificação percorre todo o banco: dado de caso sem a trava impede a publicação; outra tenta ler o caso de um escritório com o usuário de outro
  • Todo acesso deixa marca — sem o teor

    Fica registrado quem, qual recurso, qual ação e quando — leitura, criação, exportação, exclusão. O conteúdo fica de fora, então a prova de quem viu o quê existe sem virar um segundo vazamento. Só o servidor grava, inclusive contra quem quisesse apagar a própria passagem.

    provadoa gravação só acontece pelo servidor; a política de escrita direta não existe, e o teste confirma
  • As métricas de uso não carregam o caso

    Medimos quantas conferências você fez e quanto custa cada caso. Os eventos levam números e param aí — até o apelido do caso fica fora.

    provadoum teste inspeciona o conteúdo dos eventos enviados; conteúdo de caso reprova

não foi possível consultar o registro agora

Do seu lado

Os casos pertencem ao escritório, e isso só vale se você puder levá-los embora e apagá-los quando quiser. As duas coisas são mecanismo aqui dentro.

  • Levar tudo embora

    Casos, versões dos fatos, documentos e peças produzidas, num pacote preparado em segundo plano e entregue por link que expira.

  • Apagar

    Ao encerrar um caso, você escolhe entre arquivar por um período ou excluir os documentos. Sobrevive o número agregado, que já não volta ao caso.

  • A base coletiva, declarada

    Todo desfecho encerrado alimenta as estatísticas coletivas — sempre, e sempre desidentificado: sem número de processo, sem nomes, sem datas exatas, sem caminho de volta ao caso. O desfecho vem de um resultado público; o que entra aqui é só o agregado anônimo — e, antes de cada versão ir ao ar, um teste simula tentativas de reidentificação e todas precisam falhar.

O nome disto é desidentificação. Um texto sem nome, CPF e número de processo ainda descreve uma situação, e uma situação muito particular numa comarca pequena pode dizer de quem se trata. Daí a palavra, no lugar de “anônimo”.